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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Porque o homem tem que pagar a conta do jantar?

Amores, recebi isso por e-mail. Ri demais.
Perdoem as palavras chulas, não fui eu que escrevi.

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores.
Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo: - 'Vamos jantar amanhã?'.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia. Evidentemente, você também para de comer; afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia.Os homens devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda. Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato?
Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino.

OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.

Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar.
Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte. É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão Não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber. Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'.

Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho.. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel. Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece.

Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica um cu. Se for um desses dias em que seu corpo está um cu e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'.

O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de> colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.
Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie.
Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável. Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa.
Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'.
Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável.
Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável.

FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto.

Ex: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!.
Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito cocô para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito. Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpadessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'. Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada.Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar!

NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO,
MUITO, GRAVE! DO TIPO...MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRANSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'Mmmm... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, acho homem que repara muito meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver.

Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos do pé, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética.


Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve.
Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa............... ..........R$ 350,00
Lingerie..... ......... .........R$ 140,00
Maquiagem.... ......... ....R$ 70,00
Sapato...... ......... ........R$ 150,00
Depilação..... ......... ......R$ 70,00
Mão e pé........... ..........R$ 20,00
Perfume..... .......... .......R$ 480,00 (importado, é claro!)
Anticoncepcional. ........R$ 32,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR + OU - gastamos, para uma noite, R$ 1.300,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR A CONTA? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente! Por isto os homens têm que valorizar o encontro e aprender um pouco mais sobre este ser fantástico chamado mulher.


'Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas.' (Vinicius de Moraes)

Carpe diem.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ilha das Flores

Ontem na aula de Introdução à Economia, o professor Robert passou um documentário muito interessante. Apesar de antigo, o assunto nunca saiu de moda (palavras do professor). O filme tem pouca duração e prende a atenção de quem assiste.
O vídeo está do site Porta Curtas (não tá errado não, é Porta Curtas mesmo). Clique em "Ilha das Flores" do lado esquerdo da tela.

Tá vendo aí?

Também tem pra ver no You Tube (sempre tem). Está dividio em duas partes:
A ficha técnica do documentário está em uma terceira parte:
Bem, se não quiser ver o documentário todo dividido, vai no Porta Curtas mesmo.

Vale a pena, assite lá.

Carpe diem (se bem que vai ser meio difícil depois de ver o documentário).

sábado, 29 de agosto de 2009

Somos amigas! E como somos amigas!


Ontem [28.08.009] fomos, a Karine, a Alana e eu, pra casa da Mônica. Adorei demais a tarde que passei lá. Conversamos até ficarmos com as gargantas secas, contamos das mazelas da faculdade, tiramos fotos, mas, acima de tudo, matamos um pouco da saudade que nos sufocava.

Eu sentia muita falta delas, mas não sabia que era tanta. Queria voltar àqueles tempos em que a gente se via todo dia, contava fatos cotidianos como se fossem os babados mais fortes do ano... Queria que o tempo parasse ali enquanto eu estava 'em família' novamente. Queria guardar os abraços e as vozes, pra que pudesse sentir e ouvir quando quisesse...


Embora vocês não caibam dentro de uma gaveta, ou de uma caixinha, guardo todas vocês comigo.

E eu as amo muito.

Carpe diem.

domingo, 26 de julho de 2009

Teste: que livro você é?


Vagando pela internet, vi um link de um teste.
'Que livro você é?'

http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml


O resultado é bem interessante.

Carpe diem.

sábado, 27 de junho de 2009

Michael Jackson


Uma pessoa que realizou seus sonhos e tropeçou nos próprios pesadelos.
Apesar das críticas e acusações (sejam elas verdadeiras ou falsas), foi, sem dúvida, uma grande pessoa.
Vontade de escrever mais, não me falta. O que faltam são palavras que possam acrescentar algo ao momento.
Michael deixou um espaço vazio.
=/
[1958 - 2009]

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Então é isso


Então é isso. As mãos agora se soltam e os corpos movem-se por si só.
É chegada a hora que achamos que nunca chegaria: o adeus. Alguns continuarão a se ver, mas não haverá o mesmo clima grupal de antes. E não é só dos outros que sentiremos falta. Sentiremos falta de nós mesmos, dos sonhos que abandonaremos no caminho. A partir de agora, só será levado em conta o que é importante. E as metas, se não largadas, serão deixadas pra depois.

Agora é cada um por si. Não terá uma coordenadora pra reclamar da bagunça. Nossos futuros professores não se importarão com atrasos, conversas paralelas, excesso de faltas ou atividades não feitas. Quem quiser, cresça. Evolua. Torne-se em cinco minutos o que você não foi em vários anos.
O período que passamos juntos foi bom. Houve brigas, intrigas, mal entendidos, caras viradas, olhares desviados... Mas essas coisas serviram para que subíssemos mais um degrau.
Creio que a dor não seja a da separação. A dor se faz porque sabemos que um dia deixaremos de sentir falta uns dos outros. O que dói é a sensação de tanto faz que surgirá em nossos corações.
Não peço que sintam falta, mas que não esqueçam o que vivemos e aprendemos juntos. Contem aos filhos, e netos, e bisnetos... Até porque fomos um bom exemplo de como NÃO ser uma turma unida. Alertem! Digam que façam o contrário.
Apesar dos pesares somos, sim, um grupo. Estivemos unidos por muito tempo. Só não queríamos reconhecer isto.
Então digo, desde já, que foi um prazer conhecê-los. Desculpem se fiz ou falei algo que magoasse. Vocês também estão desculpados por qualquer coisa que me fizesse mal. Um abraço a todos, pois de todos sentirei saudades.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

[Por enquanto, sem título]

Ela olhava pela janela. A paisagem que via nada tinha em comum com seus pensamentos. Distraía-se. Olhava para fora, via o que estava dentro. Nem parecia a mesma de outros tempos. Hoje, sim, podia dizer-se livre.
Seu coração batia tranqüilo agora. Não tinha mais a aflição, a ansiedade de outrora. Crescera muito em pouco tempo, por isso a agitação dos sentimentos.
Quem sou eu? Quase um anjo da guarda. Quase um protetor. Só não o sou completamente porque não pude protegê-la dos sofrimentos.
Mas águas passadas não movem moinhos. Hoje as feridas são cicatrizes que formam em seu espírito o desenho de uma personalidade limpa.


[Texto inacabado]

Quase Cisne

Um menino tocou a campainha e jogou por baixo da porta um envelope em branco com uma carta dentro. Alguém abriu e leu cuidadosamente o texto, que era exatamente assim:
Lugar Nenhum, 30 de fevereiro de 0000,

Prezado Alguém,
Este é o retrato de meu último devaneio antes de deixar o corpo. Quero que fique sabendo dos últimos acontecimentos depois da última vez que você a viu.
O que aconteceu naquela tarde mexeu muito com ela, fez na sua cabeça uma confusão sem fim. Um temporal de boas e más lembranças agitava seus nervos de tal forma que as lágrimas escorriam de seus olhos sem que ela soubesse o verdadeiro motivo de seu pranto. Foi pra casa.
Trancou-se em seu quarto como se nunca mais fosse sair, sentou-se na cadeira e manteve-se lá estática. Chorava, chorava e chorava, sangrando lágrimas doentes, tentando abortar idéias desgraçadas que só serviram para levá-la à borda de um precipício.
No auge do seu sofrimento a porta do banheiro abriu e de lá saiu o Destino. O seu Destino. Ela não o podia ver, mas, com certeza, percebeu que não estava sozinha na sua Torre de Marfim.
Então, como se ela pudesse ouvir, o Destino iniciou seu discurso:
_ “Sou o provedor de todas as coisas... Eu tenho o poder de fazer e desfazer tudo que acontece e realizo fatos porque sei o que vai acontecer no futuro.
Durante muito tempo eu venho fazendo da tua vida um inferno, mas não é por maldade. Espero que entenda meus motivos.
Sabes que as pessoas amadurecem com os piores momentos de suas vidas, mas você... Eu tentei fazer você deixar de ser uma menina pura para ser uma mulher inteligente... Eu tentei, mas a maior evolução da sua vida foi ter ficado exatamente do mesmo jeito. Agora estás aí sentada na maldita cadeira a tentar remover dores que nunca te darão paz.
Eu desisto... É uma atitude jamais tomada, mas teu futuro é só teu agora. Fazes o que quiseres, talvez seja até melhor.”
E após 72 horas de intensa reflexão, eis que surge o meio termo. Tinha o amor e o ódio face a face no seu íntimo atraindo-se e repelindo-se entre a inspiração e a expiração de um organismo cansado.
Tudo isso fez com que ela saísse do seu quarto abafado e fosse à varanda...
Ela morava no sétimo andar!
Abriu os braços, tentou levantar vôo, mas... Ainda era um passarinho novo, patinho feio, não sabia voar ainda...
Dizem que os cisnes cantam antes de morrer. Eu não sei, nunca tentei matar um pra testar.
Ela se foi como um cisne mudo. Era um passarinho novo e mudo: quase cisne... E depois de tudo isso o seu Destino virou um andarilho maluco a escrever cartas sem exigir resposta.
Adeus
...
P.S.: Não responda esta carta. Eu não quero ser testemunha de sua frieza quanto a tudo que aconteceu. Eu sei que se eu necessitasse de uma resposta ainda assim você não mandaria, mas entre o sim e o não eu prefiro evitar perda de tempo com lágrimas vencidas.


Nota da autora: que fique bem claro que eu não continuo com a mesma amargura de antes. Mas gosto de levar os olhos a esse texto de vez em quando.